Informando #1

outubro 13, 2009

Bem, não tenho tido muito tempo para atualizar o blog atualmente, mas regularmente vou colocar links para artigos relacionados ao Arduino, e neste caso ao seu criado, Tom Igoe.

link (em inglês)

Tom discorre sobre a filosofia de criação e uso do Arduino, a quem ele propõe atender e porque essa plataforma é tão interessante.


Comprando

setembro 9, 2009

Então, como começamos?
Bem, antes de tudo, vai ser necessário comprar um Arduino. Se você tiver alguém que possa trazer para você dos EUA, ou você está a fim de encarar os impostos de importação, recomendo os seguintes sites, onde você pode tanto comprar na forma de um kit para soldar, que sai mais barato, mas exige um pouco de habilidade, ou você pode comprar um já pronto:
Maker shed: loja da revista e blog Make, e sempre tem muitos artigos sobre o Arduino e seus usos.
Adafruit: loja da Limor Fried, que além de revender Arduinos, tem vários kits próprios muito bons
Hacktronics: foi onde comprei o meu. Pedi para entregar em 3 dias, e entregou em 1.
Sparkfun: loja bem conceituada
Se você tiver alguém que vá a Europa, ou a algum outro país, pode pedir para procurar. Veja a lista aqui.
Agora, se você não tiver essas facilidades, não se preocupe. No Brasil há uma empresa que distribui Arduino: Multilógica.
Além disso, você pode procurar por Arduino no mercadolivre.com. E como a filosofia de hardware livre permite, você pode comprar de alguma empresa que fabrique suas próprias placas. Um exemplo nacional é a Tato, que fabrica o Tatuino, que apesar do nome, tem o produto completamente compatível com o Arduino e seus acessórios: Tato.

Entrei em alguns dos sites, mas tem mais de um modelo? Qual que eu escolho?
O mais comum, e razoavelmente barato, é o Arduino Duemilanove, que pode vir com o chip microcontrolador ATMega 328 ou 168. Veja a ficha técnica abaixo:

Microcontrolador ATmega168 ou ATMega328
Tensão de trabalho 5V
Tensão de entrada (recomendada) 7-12V
Tensão de entrada (limite) 6-20V
Pinos E/S digitais 14 (6 com saída PWM)
Pinos de entrada analógicos 6
Corrente DC por pino E/S 40 mA
Corrente DC para pino 3,3V 50 mA
Memória Flash 16 KB (ATmega168) ou 32 KB (ATmega328), com 2 KB usado pelo bootloader
SRAM 1 KB (ATmega168) ou 2 KB (ATmega328)
EEPROM 512 bytes (ATmega168) ou 1 KB (ATmega328)
Velocidade de clock 16 MHz

Em alguns sites, é oferecido o modelo Diecimila, anterior ao Duemilanove, sendo as únicas diferenças o uso do chip microcontrolador ATMega168, e a seleção entre fonte de energia proveniente da porta USB ou de fonte externa é feita por meio de um jumper, e não automaticamente como no Duemilanove. Todo o resto é exatamente igual:

Microcontrolador ATmega168
Tensão de trabalho 5V
Tensão de entrada (recomendada) 7-12V
Tensão de entrada (limite) 6-20V
Pinos E/S digitais 14 (6 com saída PWM)
Pinos de entrada analógicos 6
Corrente DC por pino E/S 40 mA
Corrente DC para pino 3,3V 50 mA
Memória Flash 16 kB com 2kB usado pelo bootloader
SRAM 1 kB
EEPROM 512 bytes
Velocidade de clock 16 MHz

Se você tiver grandes e um pouco mais de dinheiro, recomendo a compra do Arduino Mega, que além de usar o chip microcontrolador ATMega 1288, praticamente quadruplicao número de pinos de E/S disponíveis:

Microcontrolador ATMega1280
Tensão de trabalho 5V
Tensão de entrada (recomendada) 7-12 V
Tensão de entrada (limite) 6-20 V
Pinos E/S digitais 54 (14 com saída PWM)
Pinos de entrada analógicos 16
Corrente DC por pino E/S 40 mA
Corrente DC para pino 3,3V 50 mA
Flash Memory 128 kB com 4 kB usado pelo bootloader
SRAM 8 kB
EEPROM 4 kB
Velocidade de clock 16 MHz

Há também outras placas, mas somente utilizadas em casos mais específicos:
- Arduino Nano: só para protoboard, sem conector USB
- Lillypad: para colocar em roupas(!)
- RBB (Real Bare Bones – “o mais simplificado possível”), também para protoboard.

Obs: para entender as tabelas acima, cabe os comentários:

- Pino E/S digital: recebe/envia sinal de 0 ou 5V;

- Pino PWM: pode gerar qualquer tensão entre 0 e 5V, em passos de 0,005V, utilizando a Modulação de Largura de Pulso (Pulse Width Modulation);

- Pino analógico: recebe qualquer tensão entre 0 e 5V, em passos de 0,005V;

- Bootloader: é o “sistema operacional” do microcontrolador.

Opa, que conversa é essa de acessórios?
Nenhum dos acessórios, além do cabo USB A-B (também conhecido como cabo USB de impressora) é realmente necessário, mas de acordo com o projeto em que você está trabalhando, pode facilitar muito a sua vida.

Alguns deles são os shields, placas que montam diretamente sobre os conectores do Arduino e servem para realizar algumas funções específicas, como explicado abaixo. A vantagem é que não precisa montar tudo num protoboard ou montar uma placa à parte:
- Adafruit Motor/Stepper/Servo Shield: serve para facilitar a programação de motores, motores de passo e servo-motores, pois geralmente estes precisam de corrente maior que a fornecida pelo Arduino;
- Adafruit Wave Shield: serve para facilitar o processo de gerar sons e até mesmo música no Arduino;
- Adafruit GPS logger shield: registra e armazena a localização do circuito com o uso de um GPS;
- Arduino Protoshield: um dos poucos recomendáveis para iniciantes, pois permite montar um protoboard ou montar um circuito sobre o Arduino, sem precisar montar placas ao lado;
- Arduino Ethernet Shield: permite acesso via rede ao Arduino, e permite ao Arduino passar dados via rede também;
- Arduino XBee Shield: permite acesso computador-Arduino via uma rede sem fio tipo mesh.

Uma recomendação para quem é iniciante em Arduinos é comprar os kits completos, que além da própria placa, vem com o cabo USB A-B, resistores de diversos valores, LEDs coloridos, botões, dependendo do caso algum tipo de sensor (pressão, luminosidade, temperatura, infra-vermelho, etc), pois permite a montagem de circuitos básicos sem precisar de itens adicionais.

fontes:

foto introdutória: freedigitalphotos.net

fotos de Arduinos: www.arduino.cc

Dados sobre distribuidores e Arduinos: www.arduino.cc


Começando

setembro 3, 2009

foto por Nicholas Zambetti


Afinal, o que é Arduino?

Arduino é um microcontrolador, criado por Massimo Banzi, David Cuartielles e David Mellis em 2005. Na verdade, o que ele fez foi criar o primeiro microcontrolador no formato Open Source (Código aberto), onde todos poderiam copiar livremente e fazer o seu mesmo em casa, ou comprar dele pronto por menos de 1/4 do valor de um microcontrolador tradicional. Além disso, novas versões foram criadas, como o Duemilanova e o Mega, e o software para programar o Arduino está sempre tendo novas versões.

E daí?

Bem, com isso ficou fácil criar circuitos eletrônicos programáveis, usando um microcomputador rodando Windows, Linux ou Mac OS, um cabo USB A-B e uma placa Arduino. Assim, você pode controlar circuitos robóticos, leds, alarmes, ou qualquer outro sistema que envolva algum grau de interatividade, podendo até mesmo mandar informações coletadas para um microcomputador, podendo armazenar o histórico de dados coletados.

E o que o autor deste blog pretende?

Bem, o que vou fazer com este blog é mostrar como utilizar um Arduino, como instalar o programa, como criar programas e circuitos, primeiro simples e depois ir aumentar a complexidade.

Me desejem boa sorte…

E se eu quiser saber mais?

www.arduino.cc (site em inglês)

fonte: Thompson, Clive. Build it. Share it. Profit. Can Open Source Hardware work?, Wired Magazine 16.11, publicado em 20/10/2008.


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